...a palavra vã machuca tanto. Seja numa tribuna política, jurídica ou festiva, seja numa coluna de jornal, especialmente na tela da teve, a palavra proferida sem a responsabilidade do dizer é como um castelo de areia, que pode ser uma obra de arte, mas que some em segundos, engolindo por uma onda qualquer.
O silencio é, muitas vezes, muitíssimo mais gritante que os palavrões irritados, que os gritos incontidos, que a furia arremessada sobre o outro. O silencio cala as dores, mas as faz rasgar o íntimo. Talvez esse chegar-se, em extremo, ao fundo do poço, talvez esse silencio suicida, seja exatamente o que nos faça acordar, outra vez, para a vida. (Ana Ribas Diefenthaeler, Reticências pag.11)
O silencio é, muitas vezes, muitíssimo mais gritante que os palavrões irritados, que os gritos incontidos, que a furia arremessada sobre o outro. O silencio cala as dores, mas as faz rasgar o íntimo. Talvez esse chegar-se, em extremo, ao fundo do poço, talvez esse silencio suicida, seja exatamente o que nos faça acordar, outra vez, para a vida. (Ana Ribas Diefenthaeler, Reticências pag.11)
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