segunda-feira, 12 de novembro de 2012

MÃE DESNECESSÁRIA


 
A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha. 

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. 

Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. 

Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária. 

Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso. 

Ser "desnecessária" é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. 

Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. 

A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. 

A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. 

Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. 

O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis. 

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. 

Esse é o maior desafio e a principal missão. 

Ao aprendermos a ser "desnecessários", nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar. 

"Dê a quem você Ama: 

Asas para voar, 
Raízes para voltar, 
Motivos para ficar". 

Dalai Lama 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

certo ou errado?

então.. tem dias que.. acordo, e pensando e repensando em o que fazer.. acabo fazendo a coisa errada..
mas, o errado não seria se não tivesse escolhido o que fazer, e se tivesse optado por outra escolha, será que também seria o errado, ou o certo?

"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim. Charles Chaplin"

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A TRISTEZA PERMITIDA (Marta Medeiros)

TRISTEZA PERMITIDA (Marta Medeiros)


Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos. Martha Medeiros

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sentir-se amado

Sentir-se amado

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.
Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?
Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.
Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. "Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho".
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. "Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato."
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.Martha Medeiros

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

QUEM SABE ESCREVER É OUTRA COISA ...



 QUEM SABE ESCREVER É OUTRA COISA ...
 

Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite
era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!
Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos. Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci. Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite. 

Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar.... Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. 

Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo... Só assim, livrar-me-ei de ti.... pernilongo filho da puta"...Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)


domingo, 29 de julho de 2012

o tempo...

Que o tempo tem uma virtude que nenhum ser humano atinge.Ser cada vez mais rápido e pesado simultaneamente. Ebner Gonçalves

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Old Habits Die Hard ..

Old Habits Die Hard 
Mick Jagger


I thought I shook myself free
You see, I bounce back quicker than most
But i'm half delirious, Is too mysterious
You walk through my walls like a ghost
And I take everyday at a time
I'm proud as a Lion in his Lair
Now there's no denying it, a note to crying it
You're all tangled up in my head

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel the pain

We haven't spoken in months
You see, I've been counting the days
I dream of such humanities, such insanities
I'm lost like a kid and I'm late
But I've never taken your coats
You see, haven't no block on my phone
I act like an addict, I just got to have it
I never can leave it alone

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel the pain

And I can't give you up
Can't leave you alone
And its so hard, so hard
And hard enough to feel the pain

Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Harder than November rain
Old habits die hard
Old soldiers just fade away
Old habits die hard
Hard enough to feel the pain


terça-feira, 12 de junho de 2012

Discriminação


Essa eu devo compartilhar!

Blumenau 18 de maio de 2012
Assunto: Discriminação
               À "president(a)" Dilma Roussef,
              Prezada compatriota
Como minoria segregada no Brasil, nós, descendentes de alemães,  solicitamos providências do governo federal para sermos igualados aos negros, perdão, afrodescendentes, no que tange aos direitos dos cidadãos. Para tanto, pacificamente reivindicamos seja aprovada Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que contemple os seguintes pontos:
01 - Fica estabelecida a cota de 5% para alemães e seus descendentes nas universidades públicas brasileiras;
02 - Fica proibido chamar descendentes de alemães, ucranianos, holandeses e outros europeus de polaco;
03 - Fica proibido chamar um indivíduo de "alemão", pois o termo é pejorativo e denigre a imagem deste como ser humano;
04 - Fica estabelecido que os descendentes de alemães devem sem chamados de "germanodescendentes";
05- Chamar alemão de alemão passa a ser considerado crime de racismo – inafiançável  - a despeito do fato de a raça humana ser uma só;
06 - Igualmente deve ser considerado crime de racismo o uso das expressões "alemaozão", "alemãozinho","alemoa", "alemoazinha", “bicho de goiaba”, etc, para se referir aos germanodescendentes;
07 - Fica proibido o uso de expressões de cunho pejorativo associadas aos descendentes de alemães. Ex: "Coisa de alemão!", "Alemão porco....", "Só podia ser alemão", " alemão batata" , " comedor de chucrute", “português que sabe matemática”, etc;
08 - Fica estabelecido o dia 25 de julho o "dia nacional da consciência germânica" com feriado nacional;
09 - Fica estabelecido o dia 25 de novembro o "dia nacional do orgulho alemão”, com feriado nacional , mesmo que não se possa chamar alemão de alemão;
10 - Fica criada a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã, subordinada à Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial;
11 - Fica estabelecido o prazo de 2 anos para a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã virar Ministério dos Alemães, juntando-se aos outros 38 ministérios brasileiros, mesmo que não possa chamar alemão de alemão;
12 - Fica proibida qualquer atitude de segregação aos descendentes de alemães, as quais os caracterizem como inferiores a outros seres humanos;
13 - Fica restrita ao governo brasileiro a pressuposição de que os alemães são inferiores, estabelecendo de cotas, restrições associativas, nominativas e sanções para as mesmas;
14 - Passa a ser crime de "germanofobia" qualquer agressão deliberada contra um descendente de alemães, mesmo que não possa chamar alemão de alemão;
15 - Toda criança que usar a expressão "alemão batata come queijo com barata" estará cometendo Bullying e deve ser encaminhada para tratamento psicológico;
16 - Em caso de um negão chamar um alemão de alemão, este adquire o direito de chamar o negão de negão sem aplicação das sanções já previstas em lei;
17 - Ficam estabelecidos como Centros Nacionais da Cultura Alemã o bairro Buraco do Raio em Ivoti/RS, a zona central de Blumenau/SC e o pairro “ Drei Parrulho” em Santa Cruz do Sul.
Blumenau, 18 de maio de 2012.
PS: Caso italianos, portugueses, espanhois, sirio-libaneses, japoneses, bolivianos, paraguaios, poloneses e tantos outros também se unificarem em projetos similares, haverá dificuldades para aqueles que fazem questão de ser  apenas brasileiros conseguir vagas em universidades e direitos especiais. Danem-se! ... ou em alemão:
- WÁSSIFUDEN!!!



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quem morre?


QUEM MORRE?


Morre lentamente
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
Quem se transforma em escravo do hábito
Repetindo todos os dias os mesmos trajeto,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, Justamente as que resgatam o brilho dos
Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
Quem não vira a mesa quando está infeliz
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !

NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ
Martha Medeiros

sexta-feira, 25 de maio de 2012

“HOMEM QUE É HOMEM”

“HOMEM QUE É HOMEM” É O CARALHO! SE O CARA TE AMA ELE VAI PEGAR NA TUA MÃO, NA TUA COXA E NA TUA BUNDA. ELE VAI BORRAR SEU RÍMEL E SEU BATOM DE PROPÓSITO E DEPOIS VAI RIR DA TUA CARA. VAI TE LIGAR DE MADRUGADA E DIZER QUE NÃO PARA DE PENSAR EM VOCÊ, MAS TAMBÉM VAI TE MANDAR MENSAGEM SÓ PRA TE ACORDAR E TE DEIXAR IRRITADA. VAI TE ELOGIAR QUANDO TU NÃO ESTIVER ARRUMADA MAS VAI GARGALHAR QUANDO TE VER COM O CABELO TODO DESGRENHADO. VAI TE CHAMAR DE ”MINHA PEQUENA, MINHA LINDA” E TAMBÉM DE ”MINHA GOSTOSA” E “MINHA GATA”. ELE VAI TE FAZER FELIZ, MAS ELE TAMBÉM VAI FALHAR ALGUMAS VEZES, PORQUE ASSIM COMO VOCÊ, ELE NÃO É PERFEITO.
Tudo isso.... e muito mais!!!!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Viver ou Juntar Dinheiro?


Viver ou Juntar Dinheiro?Max Gehringer

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.

Lá vai: "Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque são mais inteligentes.

Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.

Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.

Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.

É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?

Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.

Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!

Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
Penso exatamente como Ele, viver bem e viajar, enquanto se tem o principal, saúde e disposição para tal!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Acho a maior graça.

eu assino embaixo...


Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... 

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. 

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. 

Prazer faz muito bem. 
Dormir me deixa 0 km. 
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. 
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. 
Brigar me provoca arritmia cardíaca. 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me 
embrulha o estômago. 
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. 
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem! 
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, 
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. 
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! 
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna. 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! 
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! 
Conversa é melhor do que piada. 
Exercício é melhor do que cirurgia. 
Humor é melhor do que rancor. 
Amigos são melhores do que gente influente. 
Economia é melhor do que dívida. 
Pergunta é melhor do que dúvida. 
Sonhar é melhor do que nada!

Martha Medeiros

sexta-feira, 11 de maio de 2012

viver em sociedade

Estamos vivendo em uma sociedade tipo, cada um é uma ilha! e temos como incentivo a viver isolados na nossa própria cidade comunidade)... exemplo, se voce mora no centro ou em uma rua que tem estacionamento pago (rotativo)... voce simplesmente não pode receber visitar naqueles horários estipulados pelo estacionamento rotativo, bom né??? e se voce mora em um prédio que so tenha uma garagem, mas voce tem dois carros, ahahah que bobeira.. precisa pagar pra deixar teu carro estacionado na porta do seu prédio.. que lindo isso né??? acho melhor ficar sem carro, ou morar numa ilha, meu stress seria só com os peixinhos que não caem no meu anzol! tststst...

"A nossa sociedade, parecendo fundada em bases religiosas, morais, civis ou políticas tem apenas uma estrutura: a econômica. "
Afrânio Peixoto

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Posso ter defeitos

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Augusto Cury

sábado, 28 de abril de 2012

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.


Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Only When I Sleep

Only When I Sleep
 The Corrs



You're only just a dreamboat
Sailing in my head
You swim my secret oceans
Of coral blue and red

Your smell is incense burning
Your touch is silken yet
It reaches through my skin
Moving from within
Clutches at my breast

CHORUS:
But it's only when I sleep
See you in my dreams
Got me spinning round and round
Turning upside down

But I only hear you breathe
Somewhere in my sleep
Got me spinning round and round
Turning upside down
(Only when I sleep)

When I wake up from slumber
Your shadows disappeared
Your breath is just a sea mist
Surrounding my body

I'm working through the day time
But when it's time to rest
I'm lying in my bed
Listening to my breath
Falling from the edge

It's only when i sleep
yeah, yeah, yeah, yeah...
It's only when i sleep

Until the sky
Where the angels fly
I'll never die
Higly dangerous

It's reaches through my skin
Moving from the within
Clutches at my breast

But it's only when I sleep
See you in my dream
Got me spinning round and round
Turning upside down

But i only hear you breathe
In the bed I lie
No needs to cry
My sleep crying
Higly dangerous


terça-feira, 24 de abril de 2012

paciência...



A paciência serve de proteção contra injustiças como as roupas contra o frio. Se você veste mais roupas com o aumento do frio, este não terá nenhum poder para feri-lo. De forma idêntica você deve crescer em paciência quando se encontra em grandes dificuldades e elas serão impotentes para atormentar a sua mente."

quarta-feira, 18 de abril de 2012

QUANTOS RINS NOS TEMOS?


PARA AQUELES QUE GOSTAM DE CORRIGIR... CUIDADO COM ARROGÂNCIA.
 

QUANTOS RINS NOS TEMOS?
  
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
 
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! - Responde o aluno.
- Quatro? - Replica o professor em tom arrogante e irônico, zombando do erro do aluno...
- Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o professor a seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era, entretanto, o humorista Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), mais conhecido como o 'Barão de Itararé'.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'. 'Nós' temos quatro: dois meus e dois teus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Moral da história:
- A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento!
- Ás vezes as pessoas, por terem mais um pouco de conhecimento ou acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
  

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Coelho e a Cobra

Um Pouco de humor....

Numa manhã, um coelho cego estava descendo para a sua toca quando dá um encontrão numa grande cobra que ali estava.
Desculpe-me - disse o coelho, - não tinha a intenção de trombar com você, é que eu sou cego!

Não há problema - responde a cobra - a culpa foi minha, não percebi você chegar; é que eu também sou cega! Mas, por outro lado, que tipo de animal é você?

Bem, não sei muito bem, sou cego, nunca me vi! Talvez você me consiga examinar e descobrir que tipo de bicho sou eu...

Então a cobra examinou o coelho e disse: - Bem, você é macio, tem longas e sedosas orelhas, uma cauda que parece um pompom e um pequeno nariz. Você deve ser um coelho! O coelho ficou tão contente que dançou de alegria.

Então a cobra disse que também não sabia que tipo de animal ela era e o coelho concordou em tentar descobrir.

Após ter examinado a cobra, o coelho respondeu:

- Você é dura... fria... escorregadia... é viscosa... anda sorrateiramente... inspira medo... e não tem testículos, mas parece masculina... você deve ser a Dilma Rousseff...!


quarta-feira, 11 de abril de 2012

O amor impossível é o verdadeiro amor


 16.3.07 Arnaldo Jabor
O amor impossível é o verdadeiro amor

Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo.

Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.
Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".

Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.

(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.

Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes".

Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.

Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Vocabulário feminino


Vocabulário feminino
Leila Ferreira
Se eu tivesse que escolher uma palavra 
- apenas uma - 
para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, 
essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: 
descomplicar
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, 
acho que está passando da hora de aprendermos 
a viver com mais leveza: 
exigir menos dos outros e de nós próprias, 
cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, 
olhar menos para o espelho. 

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão 
falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter. 

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial 
da mulher moderna. 
Amizade, por exemplo. 
Acostumadas a concentrar nossos 
sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, 
acabamos deixando as amigas em segundo plano. 

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher 
quanto a convivência com as amigas. 
Ir ao cinema com elas 
(que gostam dos mesmos filmes que a gente), 
sair sem ter hora para voltar, 
compartilhar uma caipivodca de morango 
e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes 
- isso, sim, faz bem para a pele. 

Para a alma, então, nem se fala. 

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez 
(desligue o celular, se for preciso) 
e desfrute os prazeres que só uma 
boa amizade consegue proporcionar. 

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário 
duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: 
pausa e silêncio. 

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, 
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia 
- não importa - 
e a ficar em silêncio. 

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, 
contar até 100 antes de uma decisão importante, 
entender melhor os próprios sentimentos, 
reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso. 

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. 
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão 
de uma mulher mal-humorada. 
Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas 
do nosso dia a dia. 
Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, 
preste atenção na conversa de duas crianças, 
marque um encontro com aquela amiga engraçada 
- faça qualquer coisa, mas ria. 
O riso nos salva de nós mesmas, 
cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida. 

Quanto à palavra dieta, cuidado: 
mulheres que falam em regime o tempo 
todo costumam ser péssimas companhias. 

Deixe para discutir carboidratos 
e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. 
Nas mesas de restaurantes, nem pensar. 

Se for para ficar contando calorias, 
descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa 
do companheiro de mesa com reprovação e inveja, 
melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface 
e seu chá verde sozinha. 

Uma sugestão? 
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, 
essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: 
gentileza. 

Ter classe não é usar roupas de grife: 
é ser delicada. 
Saber se comportar 
é infinitamente mais importante do que saber se vestir. 

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: 
aprenda a se colocar no lugar do outro, 
e trate-o como você gostaria de ser tratada, 
seja no trânsito, na fila do banco, 
na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, 
na academia. 

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser 
indissociáveis da vida: 
sonhar e recomeçar. 

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, 
o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) 
ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... 
sonhar é quase fazer acontecer. 
Sonhe até que aconteça. 

E recomece, sempre que for preciso: 
seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. 
A vida nos dá um espaço de manobra: 
use-o para reinventar a si mesma. 

E, por último 
(agora, sim, encerrando), 
risque do seu Aurélio a palavra perfeição

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, 
inseguranças, limites. 

Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, 
a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, 
a esposa nota mil. 

Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, 
bumbum que encara qualquer biquíni. 
Mulheres reais são mulheres imperfeitas. 
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. 
Viver não é 
(e nunca foi) 
fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem 
(e a busca da perfeição pesa toneladas), 
a tão sonhada felicidade fica muito mais possível. 

Leila Ferreira