sexta-feira, 22 de outubro de 2021

cemitério

Todos deveríamos com certa frequência dar uma volta num CEMITÉRIO. Sim, os cemitérios são lugares de silêncio e meditação. Eles nos lembram das histórias de muitas pessoas; eles nos dão consciência de nossa finitude e fragilidade; eles nos dizem que não temos tempo a perder! Os túmulos me lembram que cada decisão tomada na vida tem um peso muito grande. Eles escondem experiências, sabedoria, amores vividos, mas também muitas dores, frustrações e dias não vividos. O cemitério convida: VIVA com toda intensidade os dias que recebes, porque eles passam e, a vida é única. Não desperdice. Há esperança na eternidade, sim! Mas não deixe a felicidade só pra eternidade; vivencie cada hoje. Ou, como já cantava Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã."
(P. Renato Creutzberg)

terça-feira, 5 de outubro de 2021

O Amor é o derradeiro objetivo da vida.

ANTES DE TUDO, um comentário meu: Eu creio e vivo exatamente o que esta no texto. 



Sem o Amor puro e verdadeiro, a vida não vale nada (Raudi)

O professor, Bert Hellinger, pra quem não sabe, faleceu no dia 19/9/19.  O alemão que já foi padre, deixou o celibato e tornou-se psicoterapeuta e escritor. Tinha 93 anos, é conhecido mundialmente pela criação do método terapêutico "Constelação Familiar”. Ele deixou esse texto maravilhoso abaixo.

"A vida decepciona-o pra você parar de viver com ilusões e ver a realidade.
A vida destrói todo o supérfluo até que reste somente o importante.
A vida não te deixa em paz, para que deixe de culpar-se e aceite tudo como "É".
A vida vai retirar o que você tem, até você parar de reclamar e começar agradecer.
A vida envia pessoas conflitantes para te curar, pra você deixar de olhar para fora e começar a refletir o que você é por dentro.
A vida permite que você caia de novo e de novo, até que você decida aprender a lição.
A vida lhe tira do caminho e lhe apresenta encruzilhadas, até que você pare de querer controlar tudo e flua como um rio.
A vida coloca seus inimigos na estrada, até que você pare de "reagir".
A vida te assusta e assustará quantas vezes for necessário, até que você perca o medo e recupere sua fé.
A vida lhe distancia das pessoas que você ama, até entender que não somos esse corpo, mas a alma que ele contém.
A vida ri de você muitas e muitas vezes, até você parar de levar tudo tão a sério e rir de si mesmo.
A vida quebra você em tantas partes quantas forem necessárias para a luz penetrar em ti.
A vida confronta você com rebeldes, até que você pare de tentar controlar.
A vida repete a mesma mensagem, se for preciso com gritos e tapas, até você finalmente ouvir.
A vida envia raios e tempestades, para acorda-lo.
A vida o humilha e por vezes o derrota de novo e de novo até que você decida deixar seu ego morrer.
A vida lhe nega bens e grandeza até que pare de querer bens e grandeza e comece a servir.
A vida corta suas asas e poda suas raízes, até que não precise de asas nem raízes, mas apenas desapareça nas formas e seu ser voe.
A vida lhe nega milagres, até que entenda que tudo é um milagre.
A vida encurta seu tempo, para você se apressar em aprender a viver.
A vida te ridiculariza até você se tornar nada, ninguém, para então torna-se tudo.
A vida não te dá o que você quer, mas o que você precisa para evoluir.
A vida te machuca e te atormenta até que você solte seus caprichos e birras e aprecie a respiração.
A vida te esconde tesouros até que você aprenda a sair para a vida e busca-los.
A vida te nega Deus, até você vê-lo em todos e em tudo.
A vida te acorda, te poda, te quebra, te desaponta... Mas creia, isso é para que seu melhor se manifeste... até que só o AMOR permaneça em ti.
Bert Hellinger

domingo, 3 de outubro de 2021

depois dos sessenta

"Perguntei a uma amiga minha que já ultrapassou os 60 anos: Que tipo de mudança ela está sentindo?
Ela me enviou as seguintes linhas muito interessantes:
1) Depois de amar meus pais, meus irmãos, meu marido, meus filhos, meus amigos, agora comecei a me amar.
2) Acabei de perceber que não sou "Atlas". O mundo não repousa sobre meus ombros.3) Agora parei de negociar com vendedores de frutas e verduras. Afinal, alguns centavos a mais não vão abrir um buraco no meu bolso, mas podem ajudar o pobre homem a economizar para as taxas escolares dos filhos.
4) Pago o taxista sem esperar o troco. O dinheiro extra pode trazer um sorriso ao seu rosto. Afinal, ele está trabalhando muito mais duro do que eu.5) Parei de contar aos mais velhos que já contaram essa história muitas vezes. Afinal, a história os faz trilhar o caminho da memória e reviver o passado.
6) Aprendi a não corrigir as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. Afinal, a responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição. (Se a pessoa vive numa bolha, deixa... não arrebente a bolha).7) Dou elogios de forma livre e generosa. Afinal, melhora o humor não só do destinatário, mas também de mim mesmo.
 Aprendi a não ser incomodada por alguma mancha na minha camisa. Afinal, a personalidade fala mais alto do que as aparências.9) Eu fico longe de pessoas que não me valorizam. Afinal, eles podem não saber meu valor, mas eu sei.
10) Fico calma quando alguém faz política suja para ficar à minha frente na corrida dos ratos. Afinal, não sou um rato e também não estou em nenhuma corrida.
11) Estou aprendendo a não ter vergonha de minhas emoções. Afinal, são minhas emoções que me tornam humana .12) Aprendi que é melhor abandonar o ego do que romper um relacionamento. Afinal, meu ego vai me manter distante, enquanto com relacionamentos eu nunca estarei sozinha.13) Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Afinal, pode ser o último.14) Estou fazendo o que me deixa feliz.

Fonte: Internet- Imagem ilustrativa

sábado, 2 de outubro de 2021

sobre o amor

Solicitado que falasse sobre o Amor, Khalil Gibran disse:

Quando o amor o chamar, siga-o, ainda que suas maneiras sejam duras e íngremes;
e quando as asas dele o abraçar, renda-se a ele, embora a espada escondida dentro de suas penas possam o ferir.
E quando ele o falar, acredite nele...
Ainda que a voz dele possa despedaçar os seus sonhos, como o vento frio do norte devasta o jardim florido...

Por que, além de o coroar, ele também o crucifica.
Para além de seu crescimento, ele existe para a sua podação.

Mesmo quando ele subir a sua altura para acariciar os seus ramos mais macios que estremecem ao sol, tambem ele o descerá as suas raízes e agitá-las-á, aderidas à terra...
Como polias do milho, recolhê-lo-á para si mesmo
O debulha para fazê-lo despido...
O peneira para libera-lo das suas cascas...
O moe até que fique branco e puro..
E o amassa até que seja moldável...
Pois, ele o cozinha em seu forno sagrado para você tornar-se pão sagrado...
Para a Sagrada Festa de Deus!

Tudo isso o amor faz, só para você saber todos os segredos do seu coração...
E para que neste conhecimento, você chege a ser um fragmento do coração da Vida...

Mas, se com medo, você só procurar a paz e o prazer do amor,
É melhor que você cubra a sua nudez, e saia do caminho do amor,
Para ficar no mundo sem estações, onde riria, mas não todas as suas risadas, e choraria, mas não todas as suas lágrimas...

O Amor só da de si mesmo, e pega nada mais do que de si mesmo...
O Amor não possui, e não pode ser possuído...
Por que o Amor é bastante em si mesmo.

Quando você amar, não deve falar,
Deus fique no meu coração...mas fale, Eu fico no coração de Deus!
E nem pense que possa dirigir o curso de Amor...
Por que, o Amor, se achar você merecedor, dirigirá o seu curso...
O Amor só tem um desejo: satisfazer-se de si mesmo...
Mas, se você ama, e necessita ter desejos, deixe eles serem os seguintes:
Derreter e ser como um ribeirão corrente, para cantar a sua canção pela madrugada.
Saber a dor de tanta ternura...
Ser ferido pelo seu próprio conhecimento de Amor...e sangrar com a abundância da felicidade....
Acordar com a coração alado e agradecer mais um dia de Amor.
Descansar ao meio do dia e meditar no êxtase do amor...

E voltar a noite com agradecimento...

Então, dormir com uma prece no coração para a sua amada, e uma canção de louvor no seus lábios.

Khalil Gibran