sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MANUAL PARA 2014*

MANUAL PARA 2014*

LEIA-O A CADA INÍCIO DE MÊS *

 *SAÚDE:*
1- Beba muita água;
2- Coma mais o que nasce em árvores e plantas e menos comida produzida em fábricas;
3- Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo, Empatia;
4- Arranje 5 minutos por dia para rezar sozinho;
5- Faça atividades que ativem seu cérebro;
6- Leia mais livros do que leu em 2013;
7- Sente-se em silêncio pelo menos 10 minutos por dia;
8- Durma 8 horas por dia;
9- Faça caminhadas de 20-60 minutos por dia e, enquanto caminha, sorria.

*PERSONALIDADE:*
11- Não compare sua vida a dos outros. Ninguém faz ideia de como é a caminhada dos outros;
12- Não tenha pensamentos negativos ou coisas de que não tenha controle;
13- Não se exceda. Mantenha-se nos seus limites;
14- Não se torne demasiadamente sério;
15- Não desperdice sua energia preciosa em fofocas;
16- Sonhe mais;
17- Inveja é uma perda de tempo. Você tem tudo que necessita.
18- Esqueça questões do passado. Isso destruirá sua felicidade presente;
19- A vida é curta demais para odiar alguém. Não odeie;
20- Faça as pazes com o seu passado. Não estrague o seu presente;
21- Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você;
22- Tenha consciência de que a vida é uma escola e que está nela para aprender. Problemas são apenas exercícios que aparecem e se desvanecem, mas as lições que aprende perduram uma vida inteira;
23- Sorria e gargalhe mais;
24- Não necessite ganhar todas as discussões. Aceite também a discordância.

*SOCIEDADE:*
25- Entre mais em contato com sua família;

26- Dê algo de bom aos outros;
27- Perdoe a todos por tudo;
28- Passe mais tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
29- Tente fazer sorrir pelo menos 3 pessoas por dia;
30- Não lhe diz respeito o que os outros pensam de você;
31- O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Os seus amigos o farão. Mantém contato com eles;

*A VIDA:*
32- Faça o que é correto;
33- Desfaça-se do que não é útil, bonito e alegre;
34- Deus cura tudo;
35- Por muito boa ou má que a situação seja... Ela mudará;
36- Não interessa como se sente; levanta, se arruma e... aparece;
37- O melhor ainda está por vir;
38- Quando acordar, agradeça a Deus pela graça de mais este dia;
39- Mantenha seu coração sempre feliz..

*POR ÚLTIMO:*
40- ENVIE ÀQUELES QUE VOCÊ AMA E LHES DESEJE UM *2014 MARAVILHOSO*!!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI

Não pude deixar de compartilhar... Me emocionei pela verdade no texto não deixem de ler!

" Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se 

sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se

 torna pai de seu pai.


É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.

É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.

É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela - tudo é corredor, tudo é longe.

É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.

E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.

Todo filho é pai da morte de seu pai.

Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.

E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.

Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.

Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.

A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.

Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.

A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.

Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.

Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?

Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.

E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.

Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.

No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:e

— Deixa que eu ajudo.

Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.

Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.

Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.

Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.

Embalou o pai de um lado para o outro.

Aninhou o pai.

Acalmou o pai.

E apenas dizia, sussurrado:

— Estou aqui, estou aqui, pai!

O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. "

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Luz Dos Olhos

(Nando Reis)

Ponho os meus olhos em você
Se você está
Dona dos meus olhos é você
Avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver
É como chão no mar
Liga o rádio à pilha, a TV
Só pra você escutar

nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora...

Pois meus olhos vidram ao te ver
São dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder
Melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer
É só você se afastar
Pinta os lábios para escrever
A sua boca é minha...

Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo, eu te peço: Vem!
Diga que você me quer
Porque eu te quero também!

Passo as tardes pensando
Faço as pazes tentando
Te telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora....

E eu vou guiando
Eu te espero, vem...
Siga onde vão meus pés
Que eu te sigo também
E eu te amo!
E eu te peço: Vem!
Grita que você me quer
Que eu vou gritar também!
Hei! Hei!...

*(E eu gosto dela
E ela gosta de mim
Eu penso nela
Será que isso não vai ter fim?)